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Dividas - Financiamento

 

"Problemas existentes nestes contratos"


O maior problema enfrentado nestes tipos de contratos é causado pelos juros e outros encargos abusivos cobrados no valor das prestações, os quais muitas vezes tornam as dívidas impagáveis.

Também é comum a seguinte prática: a Financeira, intencionalmente, coloca a data de vencimento da parcela entre os dias 15 e 27 do mês pois sabe que o cliente recebe sempre entre o dia 30 e o 5º dia útil. Assim, quando do vencimento da parcela, ainda não recebeu o salário, vindo a paga-la com alguns dias de atraso, o que facilita o endividamente, eis que sempre é cobrada com acréscimo de multas, juros e outros encargos.

Veja um exemplo: O Sr. Fulano necessitava comprar uma geladeira nova para sua casa. Ao ir a uma loja com sua esposa, optaram por comprar um modelo que custava R$ 1.400,00.

Como o Sr. Fulano não tinha o dinheiro suficiente para comprar à vista, resolveu fazer um financiamento no Banco onde possui conta, ficando responsável pelo pagamento do valor financiado em 9 parcelas de R$ 291,32.

Compare os valores:

Valor financiado: R$ 1.400,00
Nº de Parcelas: 9
Valor da Parcela: R$ 291,32
Total a ser pago: R$ 2.621,88


Note-se que ao final o Sr. Fulano terá pago um valor 87,27% maior que o valor financiado.

Por outro lado, se o Sr. Fulano tivesse deixado este valor na caderneta de poupança, calculando um rendimento médio de 0,8% ao mês, após este mesmo período, teria um total de R$ 1.456,90.

O que também é comum de ocorrer são as chamadas renegociações “forçadas” de contratos de financiamento, uma situação extremamente abusiva.

Este fato surge quando o Banco que concede o empréstimo, vendo que terá dificuldades em cobrar o cliente devedor, propõe uma renegociação da dívida. Nesta renegociação, há um alongamento do prazo de pagamento e incidem novas taxas de juros, acrescidas de outros encargos, tudo como se o cliente estivesse fazendo um novo empréstimo. O cliente, já endividado e com medo de ver seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, não vê outra saída se não a de aceitar as condições impostas pelo banco neste “novo” contrato.

Mais uma vez, temos a formação de uma "bola de neve", pois a dívida não para de aumentar, transformando as pessoas endividadas em verdadeiros escravos das Instituições Financeiras, comprometendo seus salários e prejudicando o sustendo da família.

Há muitos casos de pessoas que perdem seus bens, inclusive a própria residência, no pagamento de dívidas, as quais não são pagas nas datas, e com multas por atraso, mais juros por atraso e outros encargos que são colocados todo mês, acabam por se tornar impagáveis.

Nestes casos há cobrança de JUROS SOBRE JUROS, o que é proibido por lei, conforme diversas decisões da Justiça brasileira.



 
 
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